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Quem socorrerá os MEIs?

O atual momento pede coordenação de esforços, principalmente por parte do governo. Não é hora de estimular consumo, é hora de socorrer quem produz, e gera empregos. Porém, não vi ontem nas medidas anunciadas pelo governo, menção alguma aos Microempreendedores Individuais, e fica aqui a minha pergunta, por quê?

Zeina Latif em seu artigo no Brazil Journal, fez a seguinte colocação: “O cuidado é não liberar recursos para políticas equivocadas e que abram espaço para oportunismo.”

Na última estatística que vi, já existiam 8,1 milhões de MEIs no Brasil.

O programa, que em 2019 completa 10 anos, foi lançado para incentivar a formalização de pequenos negócios e de trabalhadores autônomos como vendedores, doceiros, manicures, cabeleireiros e eletricistas, entre outros, a um baixo custo. Mas, com a crise do mercado de trabalho e aumento do trabalho por conta própria, tem se transformado também em opção de ocupação temporária, de “bico” ou do chamado “empreendedorismo por necessidade”.

Segundo levantamento da Serasa Experian, do total de 2.5 milhões de novas empresas abertas em 2018 no Brasil, 81,4% foram MEIs.

E aí, repito a pergunta: o governo não irá se preocupar com os MEIs, em época de coronavírus?

Muitos trabalham com contratos com pequenas, médias, e grandes empresas, e precisam de capital de giro, que as vezes está até disponível, porém, a juros absurdos, em tempos de SELIC baixa, – e que provavelmente, cairá mais amanhã devido ao atual momento, – precisarão de subsídios, caso contrário, voltarão a estaca zero.

Quem socorrerá os MEIs?

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